O que você twitta na rede ecoa pela eternidade

Lembra daquela velha brincadeira de jogar pedrinhas no meio do lago? As ondas se formam e seguem em direção à margem. Voltam e se misturam com novas ondas que ainda estão vindo, formando uma grande confusão até tudo ficar calmo outra vez. Lembram?

Nas Redes Sociais é a mesma coisa. Você tem lá seus cinquenta seguidores no Twitter. Cada tweet com seu potencial, de certa forma, limitado. Entretanto, quando um assunto como o caso do Alpino Fast (ótimo post do Coma Com Os Olhos), entra em pauta, e você escreve uma mensagem adicionando uma hashtag, sua mensagem ganha visibilidade, podendo ser retwittada e, consequentemente, vista por milhares de pessoas.

É o caso também daquelas pessoas que usam o Twitter e afins para falar mal do trabalho, de familiares e etc? Não tem coisa pior, além de ser totalmente antiético. Vale lembrar que ações como insultos, calúnias e falsa identidade, podem levar a processos judiciais, de acordo com os Artigos, 140, 138 e 307 do Código Penal.

Depois de publicado não tem mais jeito, falou está falado. Aquela história de “escreveu, se arrependeu, deleta” não existe nas Redes Sociais. Se tem algum usuário que ainda pensa o contrário, ou é excessivamente ingênuo ou o rancor simplesmente emburreceu este ser humano.

Você pode até apagar, mas com certeza um dos seus cinquenta, duzentos ou vinte seguidores com certeza acabou lendo. E pior, pode ter se incomodado com a mensagem, dado um printscreen no conteúdo e mostrado para o seu chefe. Por isso, adaptando a frase de Russel Crowe em Gladiador, é bom registrar que o que você twitta na rede ecoa pela eternidade. É uma máxima que não adianta fugir. Simples assim.


Vídeos de 2009

Paulo Eugênio, um grande amigo meu, publicou em seu blog uma seleção de vídeos de 2009. Alguns já se tornaram clássicos, como a entrevista em inglês de Joel Santana, o “foda-se o penalty” do Pet e o torcedor do Inter ao tomar conhecimento do gol do Flamengo (sendo que o melhor é o repórter fazendo cara de decepção).

Falando em futebol, o gol do Ronaldo Angelim não poderia faltar nesta lista. Seu primeiro gol no campeonato foi um gol de cabeça que garantiu o título para o Flamengo. Enfim, todos são muito bons. Aproveitei o embalo e selecionei alguns vídeos que chamaram minha atenção neste ano. O último vídeo, do comercial de camisinha é de outros carnavais, mas é sempre bom revê-lo.

Shiba Inu or Satan? (um clássico que infelizmente só pode ser visto no YouTube)

O nascimento do elefante (A Natureza é sempre impressionante)

Social Media ROI: Socialnomics (uma prova de que Twitter, Orkut e Facebook é um passatempo que pode dar muita grana)

Oona… (O que leva alguém a criar um vídeo desses?!?! Você faria isso com sua filha? Com sua irmã talvez…)

Agora uma garotinha normal

Comercial de camisinha (Excelente!)


Somos donos do próprio nariz

No primeiro período da faculdade de jornalismo, os alunos começam a ter contato com autores como Adorno, Horkheimer e todos os grandes pensadores das Teorias de Comunicação. Naqueles primeiros meses, surgem vários conceitos de manipulação, big brother e escravização da humanidade pela grande mídia. São os meios de massa.

Então, de uma hora para outra, grandes canais, como Globo e CNN, passam a vestir a máscara do capeta. Entretanto, também são apresentados outros autores, com posições contrárias aos apocalípticos, e que veem com outros olhos esta evolução tecnológica que nós vivemos constantemente.

Aqueles que seguiram os autores apocalípticos sempre aparecem com argumentos de que “naquela época eu soltava pipa e brincava de peão, hoje é tudo computador pra cá e pra lá, daqui a pouco vai ter jogo de peão no Wii”. No fundo, até que não seria má ideia, seria até uma forma positiva das crianças verem o que seus pais e avós costumavam fazer de lazer.

Criticar é fácil. Entretanto, é preciso aceitar que todo esse processo nos proporcionou infinitas possibilidades de contato e relacionamento em diversos níveis.

O twitter, por exemplo: o que seria de nós sem o LeiSecaRJ? Sem querer fazer apologias a favor da bebedeira, mas ele trouxe uma forma de mobilização impressionante, e que pode também ser uma semente para futuros movimentos. Ou mesmo, o que seriam dos iranianos sem as ferramentas de mídias sociais, pois foi através delas que eles mostraram ao mundo o caos eleitoral estabelecido naquele país.

Atingimos um ponto em que não há mais volta. Saramago chegou a dizer que estamos caminhando para o grunhido. Será? Ou no fundo, estamos caminhando para uma comunicação mais concisa e sem enrolação? Uma comunicação que precisa ser objetiva, pois hoje os tempos são outros.

Independente do que aconteça, a única coisa que não podemos esquecer é que somos donos do nosso próprio nariz. Ao final do dia, nós é que decidimos ficar conectados ou não ao sistema.


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