Um filme coerente sobre um homem bom

Com menos de um mês em cartaz, esta produção dirigida por Daniel Filho, já conseguiu levar mais de 2,5 milhões de pessoas aos cinemas. Só mesmo Alice no País das Maravilhas, considerado um dos filmes mais aguardados do ano, para sacudir o coreto da bilheteria e tirá-lo do topo. Mesmo assim Chico Xavier deve manter-se no Top 10 por mais um bom tempo. Assim esperamos todos.

Não é para menos. Desde a direção e fotografia até elenco e pós-produção, todo o trabalho foi muito bem feito. O filme concilia drama e humor. A cena da turbulência em que Chico discute com o espírito Emmanuel é hilária.

E as escolhas de casting? Não poderiam ser outras. Giulia Gam está ótima como a megera que maltrata o pequeno Franscisco. Assim como Letícia Sabatella, Tony Ramos, Ângelo Antônio e Matheus Costa. Os dois últimos também interpretaram Chico Xavier. Já Nelson Xavier, que faz o papel de Chico na fase adulta, deu tão certo que o ator deve interpretá-lo novamente em outro filme.

Apesar da temática espírita, Chico Xavier não fica batendo na tecla do Espiritismo o tempo todo. Muito pelo contrário. O filme está acima de questões religiosas. Durante duas horas, acompanhamos a trajetória deste homem considerado santo e fenômeno. Ele até pode ser isso tudo, mas antes, Chico Xavier era uma pessoa do bem. Saí da sessão, lembrando de um texto que apareceu antes do filme, que dizia algo mais ou menos assim: um filme não tem como apresentar a vida inteira de uma pessoa, mas este se propõe a apresentar sua essência. E isso eles fizeram muito bem. Apresentaram a natureza de um homem bom de forma muito coerente.


Os Saltimbancos no Oi Casa Grande

Para quem estiver no Rio de Janeiro, neste final de semana, indico o espetáculo Os Saltimbancos, sobre a história dos quatro animais que fugiram de seus donos, devido a maus tratos e, juntos, seguiram para a cidade para começar uma carreira artística.

Nesta montagem, dirigida por Cacá Mourthé, os personagens principais, a gata, a galinha, o cachorro e o jumento, são interpretados respectivamente por Alessandra Verney, Bianca Byington, José Mauro Brant e Maurício Tizumba. Na sessão que assisti, a atriz Joana Penna substituiu Bianca Byington. Todos, desde os quatro principais até os atores do coro e músicos, fizeram um trabalho de alta qualidade. Ficaram ótimos também os modernos figurinos de Kika Lopes e os cenários de Sérgio Marimba.

O público-alvo, claro, são as crianças, de todas as idades, que ficam empolgadas durante toda a apresentação. E digo mais, se o palco fosse no mesmo nível da plateia, provavelmente elas subiriam para dançar com os atores. Os adultos também acabam gostando. Eu me diverti bastante. É uma ótima oportunidade para conhecer, ou mesmo, relembrar esta clássica obra de Sergio Bardotti e Luis Enrique Bacalov, traduzida e adaptada por Chico Buarque.

Pesquisando na internet sobre o espetáculo, encontrei na Rádio UOL a gravação musical de 1977, ano da primeira montagem do espetáculo. Quem quiser conhecer, é só clicar no link: http://www.radio.uol.com.br/#/album/os-saltimbancos/os-saltimbancos/15523.

O Oi Casa Grande fica na Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, 2511-0800. As apresentações são aos sábados, às 15h e domingo às 16h.

Foto de divulgação: Silvana Marques


Ajuda para os desabrigados e doação de sangue

Para aqueles que puderem ajudar, encontrei algumas instituições que estão recebendo doações para as famílias que perderam suas casas por causa das chuvas da semana passada. Uma lata de leite, um cobertor ou mesmo camisas e casacos com certeza serão muito bem recebidos. Entrem em contato primeiro para saber o que cada instituição está recebendo:

APPAI – Associação Beneficente de Professores Públicos Ativos e e Inativos do Estado do Rio de Janeiro. Rua Senador Dantas, nº 117 sobreloja 211 – Centro – Rio de Janeiro;

1º grupo escoteiro João Ribeiro dos Santos, na Rua das Laranjeiras, nº 417 – Fundos;

Casa Rosa Cultural Rua Alice, nº 550 – Laranjeiras. Entregar durante a semana (14h às 20h);

Projeto Ação Global - Com endereços de várias unidades do SESI e SENAI, localizadas no Rio de Janeiro e em outras cidades do estado;

Site do Projeto Enchentes, com contatos de postos de coleta e outras formas de ajudar;

E para quem puder doar sangue, neste sábado, 17 de abril, das 8h às 12h o Centro Educacional Miraflores sediará mais uma edição do Café da Manhã Solidário, com o objetivo de abastecer o estoque do hemonúcleo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). O colégio fica na Rua das Laranjeiras, nº 543.


O que você twitta na rede ecoa pela eternidade

Lembra daquela velha brincadeira de jogar pedrinhas no meio do lago? As ondas se formam e seguem em direção à margem. Voltam e se misturam com novas ondas que ainda estão vindo, formando uma grande confusão até tudo ficar calmo outra vez. Lembram?

Nas Redes Sociais é a mesma coisa. Você tem lá seus cinquenta seguidores no Twitter. Cada tweet com seu potencial, de certa forma, limitado. Entretanto, quando um assunto como o caso do Alpino Fast (ótimo post do Coma Com Os Olhos), entra em pauta, e você escreve uma mensagem adicionando uma hashtag, sua mensagem ganha visibilidade, podendo ser retwittada e, consequentemente, vista por milhares de pessoas.

É o caso também daquelas pessoas que usam o Twitter e afins para falar mal do trabalho, de familiares e etc? Não tem coisa pior, além de ser totalmente antiético. Vale lembrar que ações como insultos, calúnias e falsa identidade, podem levar a processos judiciais, de acordo com os Artigos, 140, 138 e 307 do Código Penal.

Depois de publicado não tem mais jeito, falou está falado. Aquela história de “escreveu, se arrependeu, deleta” não existe nas Redes Sociais. Se tem algum usuário que ainda pensa o contrário, ou é excessivamente ingênuo ou o rancor simplesmente emburreceu este ser humano.

Você pode até apagar, mas com certeza um dos seus cinquenta, duzentos ou vinte seguidores com certeza acabou lendo. E pior, pode ter se incomodado com a mensagem, dado um printscreen no conteúdo e mostrado para o seu chefe. Por isso, adaptando a frase de Russel Crowe em Gladiador, é bom registrar que o que você twitta na rede ecoa pela eternidade. É uma máxima que não adianta fugir. Simples assim.


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